4 tendências que estão definindo a segurança de TI em 2025

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A segurança de TI nunca foi tão importante para o sucesso e a continuidade dos negócios quanto agora. Em 2025, o cenário de ameaças cibernéticas continua a evoluir, impulsionado pela complexidade dos ambientes de trabalho híbridos e pela sofisticação dos ataques. 

Para as Pequenas e Médias Empresas (PMEs), que muitas vezes não contam com equipes de TI estruturadas, a necessidade de se manter à frente das tendências de segurança é ainda mais urgente. 

Este artigo foi elaborado com base no Relatório FCBrasil de Tendências de TI para PMEs (2025). Nosso objetivo é oferecer um guia prático e aprofundado, que vá além do básico e te ajude a proteger seus dados e infraestrutura de forma eficaz.

Aqui você vai ver:

  • Panorama da segurança de TI para PMEs em 2025
  • Zero Trust na prática
  • IA e automação em SOCs
  • Convergência de segurança de endpoints (UEM)
  • SASE e proteção de rede na nuvem
  • FAQ: Perguntas frequentes sobre segurança de TI
  • Implemente UEM e simplifique a gestão de endpoints

Panorama da segurança de TI para PMEs em 2025

Em 2025, a segurança de TI em PMEs está se movendo de um modelo reativo para uma abordagem mais proativa e estratégica, focada na prevenção. Agora, a segurança não é vista apenas como um custo ou uma medida pontual, mas como  um pilar central para o crescimento sustentável. 

O foco não é apenas em bloquear ameaças, mas construir uma arquitetura de segurança que seja adaptável, automatizada e que proteja a informação onde quer que ela esteja.

Hoje, cerca de 74% das PMEs brasileiras adotam o trabalho híbrido, o que aumenta a possibilidade de ataques. Dispositivos de funcionários em home office, dados armazenados em serviços de nuvem e acessos a partir de diferentes redes, públicas ou privadas, criaram novos pontos de vulnerabilidade. 

Como resultado, as empresas que não investem em uma estratégia de segurança estão mais expostas a incidentes que podem levar a perdas financeiras, danos à reputação e interrupção das operações.

É por isso que as tendências que vamos mostrar a seguir não são apenas modismos, mas respostas diretas a esses novos desafios. Elas representam a evolução necessária para que a segurança de TI acompanhe o ritmo da inovação e da transformação digital.

Zero Trust na prática

O conceito de Zero Trust, que assume “nunca confie, sempre verifique“, é uma das novas bases para o controle de acesso e segurança em 2025. Como as fronteiras da rede não existem mais, o modelo de segurança tradicional, que confia em tudo que está dentro da rede corporativa, não funciona mais. 

O Zero Trust, por outro lado, elimina essa confiança implícita. Ele exige que toda e qualquer solicitação de acesso, seja de um usuário, dispositivo ou aplicativo, seja verificada e validada continuamente, independentemente de sua localização.

Na prática, a autenticação não é um evento único. Um funcionário de home office que se conecta à rede da empresa deve ser tratado com o mesmo rigor de segurança que um parceiro externo. 

O acesso ao usuário só é concedido após uma série de verificações:

  • A identidade do usuário: De quem é essa conta? Ela está vinculada ao sistema?
  • A postura de segurança do dispositivo: Ele está com os patches de segurança em dia? Está com o sistema operacional atualizado?
  • Contexto do acesso: É um horário incomum? O acesso vem de uma localização geográfica suspeita? 

A grande vantagem é que o Zero Trust não depende de um único tipo de ferramenta, mas de uma filosofia que pode ser aplicada de forma incremental, começando pela gestão de identidade e acesso (IAM) e estendendo-se para a microsegmentação da rede e a proteção dos dados.

IA e automação em SOCs

A Inteligência Artificial (IA) e a automação são ferramentas essenciais para a detecção de ameaças, permitindo que as equipes de segurança identifiquem e respondam a incidentes de forma mais rápida e eficiente. 

Com o volume de dados e o número de alertas de segurança crescendo exponencialmente, é humanamente impossível para as equipes de TI (especialmente as enxutas em PMEs) analisar tudo. É aí que a IA entra, atuando como um “cérebro” para os sistemas de segurança.

A IA é usada para analisar grandes volumes de dados de tráfego, logs de sistema e comportamento de usuários para identificar possíveis ataques. Diferente de uma regra de segurança fixa (como “bloquear um IP malicioso”), a IA aprende padrões de comportamento normais. 

Por exemplo, se um funcionário de marketing que normalmente acessa apenas o CRM e o Google Analytics de repente tenta acessar um servidor de código-fonte de madrugada, a IA pode sinalizar isso como um comportamento de alto risco.

A automação, por sua vez, permite que as equipes de segurança reajam a esses alertas de forma instantânea. Um SOC (Security Operations Center) automatizado pode, por exemplo, isolar um dispositivo que está se comunicando com um servidor de comando e controle, bloquear um usuário suspeito ou acionar uma varredura de segurança, tudo isso em segundos, antes que a ameaça possa se espalhar. Essa abordagem diminui o tempo de resposta, o que é crítico para mitigar o impacto de um incidente. 

Convergência de segurança de endpoints (UEM)

Com o UEM, a gestão e a proteção de todos os endpoints convergem em uma única plataforma, o que simplifica a segurança e garante consistência em diversos ambientes. 

Como os dispositivos vão de notebooks Windows, Mac e Linux a smartphones e dispositivos IoT, gerenciar a segurança de cada um de forma isolada pode ser propenso a falhas. Dessa forma, o Unified Endpoint Management (UEM) JumpCloud unifica o gerenciamento de todos os endpoints, eliminando a necessidade de ferramentas diferentes para cada tipo de dispositivo. 

Ele integra funcionalidades de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM), de aplicativos móveis (MAM) e a gestão de PCs tradicionais. Isso permite que a equipe de TI aplique políticas de segurança, distribua patches, gerencie o acesso a dados e monitore a conformidade de forma centralizada e consistente em todos os dispositivos, independentemente do sistema operacional.

Para PMEs, essa convergência é vantajosa, pois reduz a complexidade e o custo. Em vez de lidar com diversos fornecedores de gerenciamento, a equipe de TI pode operar uma única plataforma, o que economiza tempo e minimiza a chance de um erro humano. A FCBrasil recomenda essa abordagem como um passo estratégico para fortalecer a postura de segurança.

SASE e proteção de rede na nuvem

O Secure Access Service Edge (SASE) combina rede e segurança em um único serviço de nuvem, protegendo usuários e dados onde quer que eles estejam. Como as conexões dos usuários não passam mais apenas pela rede corporativa no formato híbrido, elas vão diretamente para a internet e para serviços de nuvem.

Por isso, o SASE surge como a evolução necessária. Ele integra funcionalidades de segurança (como Firewall-as-a-Service, Zero Trust Network Access e Cloud Access Security Broker) com funcionalidades de rede (como SD-WAN) em uma única plataforma na nuvem. 

Isso significa que, em vez de rotear o tráfego de um colaborador em home office de volta para a rede corporativa para inspeção, o SASE inspeciona o tráfego na borda da nuvem, garantindo segurança e desempenho.

Essa abordagem oferece um controle de acesso granular e proteção de dados independentemente de o usuário estar em casa, no escritório ou em um coworking. Dessa forma, o SASE representa a mudança para uma arquitetura de segurança adaptada à nova realidade da nuvem e do trabalho distribuído.

FAQ: Perguntas frequentes sobre segurança de TI

Quais são as tendências de segurança de TI em 2025?

As principais tendências são o Zero Trust (modelo de segurança com várias camadas), a crescente aplicação de IA e automação para detecção de ameaças, a convergência da segurança de endpoints (via UEM) e a adoção do SASE (combinação de segurança e rede na nuvem).

O que é Zero Trust?

Zero Trust é uma filosofia de segurança baseada no princípio de “nunca confie, sempre verifique“. Em vez de confiar em usuários ou dispositivos simplesmente por estarem dentro da rede da empresa, a metodologia exige que toda e qualquer tentativa de acesso seja verificada e autenticada continuamente, levando em conta a identidade, o dispositivo e o contexto.

Como a IA impacta a segurança de TI?

A Inteligência Artificial impacta a segurança de TI principalmente na detecção e resposta a incidentes. A IA consegue analisar grandes volumes de dados para identificar comportamentos suspeitos que podem indicar um ataque, algo que seria impossível para um ser humano. Isso permite que as equipes de segurança reajam a ameaças de forma mais rápida e eficiente.

O que é SASE?

SASE (Secure Access Service Edge) é uma abordagem que une serviços de rede e de segurança em uma única plataforma baseada na nuvem. Seu objetivo é garantir acesso seguro a aplicativos e dados para usuários em qualquer lugar, eliminando a necessidade de rotear o tráfego de volta para a rede corporativa e proporcionando maior segurança e desempenho.

Chegou a hora de implementar as tendência na sua segurança de TI

As tendências que discutimos não são conceitos isolados, mas pilares de uma nova arquitetura de segurança que responde diretamente aos desafios atuais. Elas representam um movimento estratégico de PMEs para construir ambientes de TI mais seguros e eficientes. Adotar essas tendências permite que as empresas se defendam de ameaças cada vez mais sofisticadas e garantam a continuidade de seus negócios, mesmo em um cenário de trabalho híbrido e distribuído.

Na FCBrasil, acreditamos que o conhecimento é a primeira camada de proteção. Por isso, preparamos um material ainda mais completo para ajudá-lo a planejar sua estratégia de segurança.

Baixe o Relatório de Tendências FCBrasil de TI para PMEs e prepare seu ambiente digital.